Toque de caixa: trtrtrtrtrtrtrtrtrtrtrtrt…Bum! Atenção batalhão para a Ordem do Dia 1º de abril/2021: O Regulamento Disciplinar do Exército, R-4, informa que o negão Otávio Henrique de Oliveira foi um general de araque, mas consagrou a estratégia capaz de derrubar Napoleão Bonaparte com uma pernada:
“Cutuca por baixo que ele cai!”

O ministro da nossa defesa, Fernando Azevedo e Silva, general de quatro estrelas, não acreditou na cutucada e caiu. O general Edson Leal Pujol, outro quatro estrelas, também não fez fé e desabou do comando do “meu Exército” do capitão Bolsonaro. O almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, ex-comandante da nossa Marinha, mais quatro estrelas e uma âncora, foi torpedeado abaixo da linha d’água e posto a pique. Virou titanique no Lago de Brasília. E o comandante da sua Aeronáutica, o tenente brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez, outro quatro estrelas e um sabre alado, despencou do firmamento federal, como o balão apagado de Bartolomeu de Gusmão. A derrubada conjunta da cúpula militar não tem precedente histórico no Brasil, e os silêncios do Senado e Câmara revelaram outra queda ainda mais constrangedora: a do rabo entre as pernas do Congresso.
O 1º de abril de 2021 caiu numa sexta-feira 13, data fatal, pois as provas anexadas à Ordem do Dia da Mentira negam a suposta convicção direitista do presidente que escolheu o 57º aniversário do golpe militar de ’64 para chutar os traseiros dos quatros milicos mais graduados da nossa pátria amada, salve… salve… salve-se quem puder. Jair Bolsonaro sempre negou a existência da ditadura no Brasil e, neste aniversário bizarro, exigiu do Ministro da Defesa – o qual demitiu em seguida – a redação da a Ordem do Dia para leitura em todos os quarteis, celebrando o golpe que – segundo o presidente apologista da tortura – nunca aconteceu!
Sim meu, capitão: “Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazi fascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia naqueles anos. Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados… E as Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo, e em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão subordinadas ao poder constitucional”.
Desde a Revolução Bolchevique de outubro1917, na Rússia, quem esculacha o Estado e suas instituições é comunista de carteirinha. Lênin, Trotsky, Kerenky ficariam orgulhosos com a desqualificação institucional deliberada passo a passo – passo de ganso – especialmente através da nomeação de prepostos absurdos, escolhido a dedo – dedo duro – para sabotar setores prioritários, como educação saúde, meio ambiente, etc. O mais recente, relações exteriores, incompatibilizou o Brasil com a União Europeia, Estados Unidos, China e a República da Rudraguiubarriudorudra, a qual ainda não existiu – com a Redentora de ’64 – mas já é nossa inimiga. Todos continuam impunes pelos danos causado à nação, outros são comprados no varejo dos cargos, das emendas parlamentares, das negociatas no tapetão do capitão. Os rabos presos (ou entre as pernas), as ameaças e intimidações acuaram a oposição es nem Il Duce Mussolini chutou o armário de leite condensado de quatro generais sem dar satisfações a ninguém. Bajulado vergonhosamente pelo entrevistador que elegeu como moleque de recados, Jair Bolsonaro minimizou o aparelhamento político das Forças armadas, aplicando a tática de desqualificar coisas sérias, a como pandemia Covid, ou, no caso, a ditadura militar.
“Temos de conhecer a verdade. Não quer dizer que foi uma maravilha, não foi uma maravilha de regime. Mas qual casamento é uma maravilha? De vez em quando tem um probleminha, é coisa rara um casal não ter um problema, tá certo?”

Bem, eu era cabo e não casei com a Redentora; apenas namorei a neta do coronel. Os meus probleminha foram chulé no coturno e os piolhos das camas nojentas do Corpo da Guarda, nas noite de prontidão. Mas o nosso capitão teve problemões: foi excluído com desonra em 1988 por complô político e sedição terrorista. O Superior Tribunal de Justiça Militar confirmou seu protagonismo na “Operação Beco Sem Saída:” o plano era explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia das Agulhas Negras e outros quartéis, além de sabotar a Adutora do Guandu, principal fonte de abastecimento de água do Rio de Janeiro. O réu já fora preso em 1986, também por reivindicar salario publicada na imprensa que agora insulta publicamente como “safada, Filha da Puta.” A justiça militar o absolveu e o Exército nunca justificou a sua reforma remunerada com apenas 11 anos de serviço efetivo.
Foi nesse contexto, em plena ditadura, que o hoje presidente desenvolveu a mentalidade a favor da tortura, da pena de morte, de arrebentar homossexuais na porrada, de armar a população, de obstruir a justiça e acobertar a corrupção dos filhos a até de condecorar miliciano preso por assassinato. Mas não concedeu nem uma medalhinha de São Judas Tadeu para o general Otávio Henrique de Oliveira, o mais democrático, vencedor de muitas batalhas de confete, cérebro da tática infalível que pode consagrar o vice presidente Hamilton Mourão como o Nicoló Machiavel do Planalto Central.
O pleito é urgente, pois o presidente está com o Congresso na gaveta, empilha mutreta sobre mutreta. Derrubou e substituiu seis ministros numa dança de cadeiras, ao som de um hino gospel. O Chefe da Casa Civil, quatro estrelas na reforma, general Walter Braga Neto, caiu para cima, nomeado ministro da defesa. E assumiu puxando o saco do patrão, com a “Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964” sobre a grandeza das país na salvação nacional das garras de João Goulart, o latifundiário que decretou a reforma agrária paralela ao trilhos do país sem rede ferroviária. O ministro da secretaria de governo – bota quatro estrelas no pijama do general Luís Eduardo Ramos – caiu para o lado. Ele assumiu o puxadinho desocupado pelo general Braga Neto. Mas o queixo do país desabou mesmo com a nomeação da deputa de primeiro mandato Flávia Carolina Pérez, PL-DF, codinome Flávia Arruda, autora de sete propostas legislativas apreciadas em três anos de mandato e zero discursos neste 2021.
As credenciais da nova ministra da Casa Civil são ser cupincha do presidente das Câmara, Arthur Lira, vulgo crocodilo das Alagoas, e mulher do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Flávia Carolina caiu do Centrão num gabinete do palácio, provavelmente conduzida pelo marido. O ex governador do DF é notório no cenário salafrário desde 2001, ao adulterar o painel de votação do Senado, em conluio com o falecido Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, seu cúmplice no escândalo mensalão do DEM. Arruda também foi preso por participar no rateio da propina de R$ 900 milhões surrupiados do Estádio Mané Garrincha nas obras para a Copa de 2014.
Raposas sempre rondam os galinheiros, e o rebaixamento do comando supremo das Forças Armadas para politizar as Forças Armadas lembra um cabo que fez isso: dividiu o exército desmoralizado pela derrota na Primeira Guerra Mundial e mobilizou milícias de camisas pardas chamadas de Destacamento Tempestade, Sturmabteilungen, ou SA, encarregadas do terror e intimidação. Depois incendiou o Parlamento – Bundestag -, assumiu o poder pelo voto e converteu a Wehrmachct nas Schutztaffel, o exército dos camisas pretas, célebre na história universal da infâmia como Waffen SS. Quem vê alguma semelhança com o projeto das milícias que assediaram o Supremo Tribunal Federal gritando Brasilien über alles levante a mão. Quem não vê, é melhor abrir o olho. O forno já está morno.

O cabo 1328 é esse marrento de camiseta, abraçado com os praças de 1964, de serviço como sargento de dia na CCAC do 16 RI, a companhia mais bem feita de corpo do glorioso Exército Brasileiro, no quartel onde a maior tortura era mastigar a carne seca do rancho.
O cabo 1328, da CCAC, do 16º Regimento de Infantaria Motorizada, RI da 7ª RM, em Natal, RGN, BR, nome de guerra “Carioca”, este vosso correspondente, se declara chocado pela derrubada do ministro da Defesa e seus subordinados imediatos. Antiguidade é posto nas fileiras militares, vide o palpite em tom de advertência do vice-presidente da República: o general Mourão, notável por suas compressas de panos quentes. Ele tenta desinflamar o esculacho hierárquico, tendo sugerido a nomeação da toque de caixa dos próximos comandantes das Forças Armadas por esse critério. Daí a citação nesta quartelada do cabo 1328, praça de 1964, portanto “herói” do golpe de 1° de abril. Ele mandava mais no 16 RI do que urubu em Manaus, é mais veterano do que os quatros generais derrubados e salienta a perigosa coincidência do cabo Hitler ter servido na 1ª Companhia ( a CCAC) do 16º Regimento Infantaria Bávara.

Está certo que duas tirinhas da divisa não se comparam com as estrelas de um capitão, e o salário é mais mixuruca do que a tanga do Rei Zulu; mas o cabo 1328 nunca sacaneou nenhum general, muito menos quatro de uma vez, como certo capitão terrorista. O chamego com a Dorinha é outra conversa: o avô dela era apenas coronel, e na nova hierarquia do exército o posto mais alto é de capitão, o resto é de general pra baixo. Quanto à Ordem do Dia deste cabo veterano, a intenção é resgatar do esquecimento o general Otávio Henrique de Oliveira, para levantar o astral deste ano sem carnaval; de Páscoa sem coelho e com um auxílio emergencial escalafobético. E animar o povo era a missão do meu general predileto, vencedor de todas as batalhas de confete e serpentina, gente fina, brasileiro como jabuticaba. Seu codinome é Blecaute, o famoso General da Banda, cuja estratégia é um recado que dispensa comentários:
“Chegou o general da banda eê. Chegou o general da banda, êa. Mourão, mourão, é vara madura capitão; Mourão, Mourão, cutuca por baixo que ele cai.“



























